O meu artigo de hoje como prometido ontem é sobre o ensino em Portugal, porque apesar do aumento de tecnologia nas escolas pelos vários governos, principalmente socialistas ainda muito falta por fazer.
E como eu venho de fresco do ensino português (de facto ainda estou nele, apesar de não pertencer ao ME e o meu ministro ser o Mariano Gago, que veio do IST da Alameda), parte da realidade nas escolas portuguesas ainda é a mesma. E os pontos principais (eu adoro ir directo à baliza) são o facto de o que é ensinado estar desadequado em relação às várias etapas de ensino, de modo que a diferença do 7º,8º e 9º para o secundário é enorme e do secundário para o superior ainda mais, seria muito mais aceitável uma situação de equilíbrio em que pelo menos o salto para o ensino secundário fosse menos grande.
Outra coisa, é o facto de haver disciplinas fantasma, que apenas duram um ou dois anos, como é o caso da música (existe apenas no 5º e 6º), geografia (que existe no 7º e no 9º, e não no 8º), ciências (que existe no 5º, 6º, 7º e no 8º, com programas diferentes no 5º e 6º (é generalista) e no 7º e 8º (foca-se na biologia humana), e físico-química que existe no 8º e no 9º (em vez de geografia e ciências respectivamente).
Neste caso seria preferível alterar-se os programas de forma a dar matéria de uma forma geral (mas tudo, no caso da matemática, que é severamente penalizada, funções, limites, derivadas, probabilidade, trigonometria e funções trigonométricas, funções racionais, o conceito de logaritmo e exponencial, etc.), até porque e eu acredito nisso, os alunos portugueses estão extremamente sobrecarregados, para a idade que têm, quando na verdade e por vezes estão apenas a andar aos círculos, na matéria, seria preferível ter disciplinas que tivessem menos horas, mesmo que o ritmo fosse ligeiramente mais rápido, e desde que não se andasse aos círculos, e também algumas disciplinas opcionais, que ficariam por escolha do aluno, afinal isso já é feito no secundário de uma forma global e geral, porque não adaptar isso aos outros anos?
Por fim, seria observar que estas medidas de introdução de tecnologia, fizeram apenas explodir o número de hi5′s, de vídeos no youtube, entre outros e não o ensino em si, como foi planeado, logo a continuação desta medida é inútil. (Este artigo é dedicado a todas as miúdas com quem eu me cruzei, particularmente à Mónica com quem eu nunca andei, apesar de o adorar ter feito)
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